Emil Anton Bundmann
Nascimento: 30 de junho de 1906
Falecimento: 29 de abril de 1967
Origem: San Diego, Califórnia, EUA
Anthony Mann
Diretor
Anthony Mann foi um diretor fundamental na evolução da linguagem cinematográfica americana entre as décadas de 1940 e 1960, conhecido por seus filmes noir atmosféricos e pela redefinição do gênero western. Sua colaboração com James Stewart nos anos 50 introduziu o 'faroeste psicológico'. Mann também provou sua maestria em grandes produções épicas como El Cid.
Brasil
Anthony Mann foi um dos cineastas mais vigorosos e visualmente inventivos de Hollywood. Nascido Emil Anton Bundmann em San Diego, filho de pais imigrantes judeus-austríacos, Mann iniciou sua carreira artística nos palcos de Nova York como ator e diretor de teatro na década de 1930.
Sua transição para o cinema ocorreu no final daquela década, inicialmente como assistente de direção e caçador de talentos. Seus primeiros trabalhos como diretor foram em produções modestas para estúdios como a RKO e a Republic Pictures. Foi nesse ambiente de restrições orçamentárias que Mann desenvolveu seu estilo visual aguçado, aprendendo a usar a iluminação e a composição para criar atmosfera e tensão.
No final dos anos 1940, Mann ganhou destaque com uma série de filmes noir excepcionais, como Moeda Falsa (T-Men, 1947) e Entre Dois Fogos (Raw Deal, 1948). Trabalhando frequentemente com o diretor de fotografia John Alton, ele criou obras-primas de claro-escuro, repletas de ângulos inusitados e violência brutal. A década de 1950 marcou o apogeu de sua carreira, graças à sua parceria histórica com o ator James Stewart, com quem realizou cinco faroestes seminais.
Na fase final de sua carreira, Mann migrou para os superproduções épicas, dirigindo o grandioso El Cid (1961), com Charlton Heston e Sophia Loren. Ele também iniciou a direção de Spartacus (1960), mas foi demitido pelo ator-produtor Kirk Douglas devido a divergências criativas. Mann faleceu subitamente de um ataque cardíaco em 1967, em Berlim, enquanto filmava o thriller de espionagem A Morte de um Dândi (A Dandy in Aspic). O legado de Anthony Mann foi imensamente valorizado pelos críticos franceses da Cahiers du Cinéma e pela teoria do autor, que viam em sua obra uma assinatura visual e temática consistente.