Elizabeth Rosemond Taylor foi uma atriz anglo-americana nascida em 27 de fevereiro de 1932, em Londres, Inglaterra, filha de americanos negociantes de arte. Com o iminente início da Segunda Guerra Mundial em 1939, sua família mudou-se para Los Angeles, nos Estados Unidos.
Desde cedo Elizabeth chamou atenção pela beleza singular – olhos de cor violeta, realçados por uma rara condição de dupla fileira de cílios – o que atraiu um agente de talentos amigo da família. Aos dez anos de idade, ela estreou no cinema com um pequeno papel na comédia There's One Born Every Minute (1942). Logo assinou contrato com a MGM e tornou-se uma das atrizes-mirins mais requisitadas de Hollywood, destacando-se em Lassie Come Home (1943) e, especialmente, no sucesso A Mocidade é Assim Mesmo (National Velvet, 1944), que a tornou estrela aos 12 anos.
Ao entrar na adolescência, Elizabeth conseguiu algo raro em Hollywood: fez a transição de prodígio mirim para atriz adulta respeitada, provando seu talento para além da beleza física. Nos anos 1950, ela emprestou uma presença carismática e um toque de sensualidade em filmes como O Pai da Noiva (Father of the Bride, 1950), Um Lugar ao Sol (A Place in the Sun, 1951) e Ivanhoé (1952). Seu grande destaque nessa fase veio com o épico Assim Caminha a Humanidade (Giant, 1956), no qual contracenou com James Dean e Rock Hudson – ambos amigos pessoais – consolidando-se como estrela dramática de primeira grandeza.
No início dos anos 1960, Elizabeth Taylor atingiu o ápice de sua fama e também enfrentou escândalos que marcaram época. Em 1963, ela protagonizou o superprodução Cleópatra, tornando-se a primeira atriz a receber um cachê de um milhão de dólares por um único filme. Durante as tumultuadas filmagens de Cleópatra, Elizabeth envolveu-se romanticamente com o co-estrela Richard Burton, apesar de ambos serem casados com outras pessoas. O tórrido caso extraconjugal tornou-se um escândalo internacional e levou Taylor a divorciar-se de seu quarto marido, o cantor Eddie Fisher. Nove dias após a separação, ela casou-se com Richard Burton, iniciando uma das mais célebres e tempestuosas parcerias de Hollywood.
Juntos, Elizabeth e Burton contracenaram em diversos filmes (incluindo Gata em Telhado de Zinco Quente e Cleópatra) e viveram um relacionamento marcado por luxos, brigas e reconciliações – casaram-se duas vezes (1964–1974 e 1975–1976) antes de uma separação definitiva. Em meio a essa era de glamour e excessos, Taylor entregou aquela que é considerada uma das melhores atuações de sua carreira em Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (1966), onde contracenou com Burton. Por sua performance visceral como Martha, ela conquistou seu segundo Oscar de Melhor Atriz.
Nos anos posteriores, Taylor diversificou suas atividades e enfrentou altos e baixos profissionais. Ela estrelou alguns filmes de repercussão modesta e participou de produções televisivas, mantendo o apoio dos fãs. Fora das telas, sua vida pessoal continuou a fascinar a mídia mundial. Ao todo, Elizabeth Taylor casou-se oito vezes com sete homens diferentes. Além dos dois matrimônios com Richard Burton, ela uniu-se com destaque ao político John Warner (seu sexto marido, de 1976 a 1982) e, posteriormente, ao operário Larry Fortensky (1991–1996).A partir de meados dos anos 1980, Elizabeth Taylor abraçou com paixão a filantropia, tornando-se uma das primeiras figuras de Hollywood a engajar-se ativamente na luta contra a AIDS. Chocada com a morte de seu amigo Rock Hudson em 1985, ela cofundou nesse mesmo ano a American Foundation for AIDS Research (amfAR) e mais tarde criou a Elizabeth Taylor AIDS Foundation (1991), dedicando seus esforços e influência a arrecadar fundos e conscientizar o público sobre a doença. Pelo seu ativismo pioneiro, Taylor recebeu prêmios humanitários e reconhecimento internacional.
Em 23 de março de 2011, Elizabeth Taylor faleceu aos 79 anos, em Los Angeles, devido a complicações de insuficiência cardíaca congestiva. Seu funeral seguiu rituais da fé judaica (religião à qual ela se convertera em 1959) e contou com a presença de familiares, amigos e fãs emocionados. Elizabeth despediu-se da vida reverenciada como uma lenda do cinema. Em 1999, o American Film Institute a havia consagrado como a sétima maior estrela feminina da história do cinema, solidificando sua posição no panteão de Hollywood.
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