Edward Montgomery Clift
Nascimento: 17 de outubro de 1920
Falecimento: 23 de julho de 1966
Origem: Omaha, Nebraska, EUA
Edward Montgomery Clift nasceu em Omaha, Nebraska, filho de um banqueiro e de uma mãe que buscava ascensão social. Sua infância foi nômade, vivendo entre a Europa e os EUA, o que lhe deu uma educação culta, mas solitária.
Clift começou sua carreira nos palcos da Broadway ainda adolescente, tornando-se um sucesso teatral. Resistiu aos encantos de Hollywood por anos, recusando contratos de longo prazo para manter sua independência artística. Sua entrada no cinema foi meteórica com o filme Perdidos na Tormenta (The Search, 1948), que lhe rendeu uma indicação ao Oscar.
Clift trouxe para a tela um novo tipo de protagonista: o homem bonito, porém introspectivo e sensível. O auge dessa fase veio com Um Lugar ao Sol (1951), onde sua química com Elizabeth Taylor definiu o padrão do romance trágico no cinema. Em 1956, um acidente de carro durante as filmagens de A Árvore da Vida mudou drasticamente sua vida, exigindo extensas cirurgias plásticas e levando ao abuso de álcool e analgésicos.
Seus últimos anos foram marcados por uma saúde debilitada, mas ele entregou uma performance avassaladora em O Julgamento de Nuremberg (1961), que lhe rendeu outra indicação ao Oscar. Montgomery Clift faleceu em 1966, aos 45 anos, vítima de um ataque cardíaco. Marlon Brando afirmou que Clift era o único ator que ele temia, devido à pureza e intensidade de seu trabalho. Seu legado permanece vivo como o arquétipo do 'belo perdedor' e como o homem que ensinou os atores de Hollywood a chorar.