Sinopse:
Na Califórnia de 1917, Cal Trask, um jovem rebelde e emocionalmente instável, luta desesperadamente para conquistar o afeto de seu pai severo e profundamente religioso, que favorece abertamente o irmão gêmeo 'perfeito' de Cal, Aron. Baseado na obra-prima de John Steinbeck e reimaginando o mito de Caim e Abel, o filme mergulha em segredos familiares sombrios e na dolorosa busca por aceitação, levantando a questão eterna sobre se somos predestinados ao bem ou ao mal.
Prêmios:
- Venceu o Oscar de 1956 na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante (Jo Van Fleet).
- Indicado ao Oscar de 1956 nas categorias de Melhor Ator (James Dean), Melhor Diretor (Elia Kazan) e Melhor Roteiro Adaptado.
- Venceu o Globo de Ouro de 1956 na categoria de Melhor Filme Dramático.
- Recebeu o prêmio de Melhor Filme Dramático no Festival de Cannes de 1955.
- Indicado ao BAFTA de 1956 nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator Estrangeiro (James Dean) e Melhor Atriz Revelação (Jo Van Fleet).
Curiosidades:
- Este foi o primeiro dos únicos três filmes em que James Dean atuou como protagonista e o único lançado enquanto ele ainda estava vivo. A performance visceral de Dean neste filme cimentou instantaneamente seu status como ícone cultural da rebeldia e angústia juvenil da década de 1950, influenciando gerações de atores e músicos subsequentes, incluindo Elvis Presley.
- O diretor Elia Kazan inicialmente não queria James Dean para o papel de Cal; ele considerava Marlon Brando (velho demais na época) ou Paul Newman. Kazan acabou escolhendo Dean após ser apresentado a ele pelo escritor John Steinbeck, que supostamente exclamou ao ver o jovem ator: 'Jesus, ele É o Cal!'. No entanto, Steinbeck não gostou do próprio Dean pessoalmente, achando-o um jovem complicado e difícil.
- A tensão na tela entre James Dean e Raymond Massey (que interpretava seu pai) era muito real. Massey, um ator de formação clássica e temperamento conservador, detestava os métodos de atuação de Dean, suas improvisações e seu comportamento errático no set. O diretor Elia Kazan, percebendo isso, deliberadamente alimentava essa animosidade fora das câmeras para capturar a autêntica frustração e raiva nas cenas entre 'pai e filho'.
- A cena crucial em que Cal tenta dar ao pai o dinheiro que ganhou com os feijões e, após ser rejeitado, abraça o pai chorando desesperadamente antes de fugir, não estava no roteiro original. A reação de choque e rigidez de Raymond Massey na cena foi genuína, pois ele não esperava o abraço improvisado de Dean e ficou furioso por ele ter quebrado a cena. Kazan manteve o take por sua autenticidade emocional.
- O filme adapta apenas a parte final do épico romance original de John Steinbeck, focando na segunda geração da família Trask. A decisão de usar o formato CinemaScope (tela muito larga) foi fundamental para Kazan, que usou a vastidão da paisagem do vale de Salinas para contrastar com o intenso e claustrofóbico drama psicológico dos personagens.
- Devido à sua trágica morte em um acidente de carro antes da cerimônia do Oscar, James Dean recebeu por este filme a primeira indicação póstuma a um prêmio de atuação na história da Academia. Ele receberia uma segunda indicação póstuma no ano seguinte por "Assim Caminha a Humanidade" (Giant), um feito nunca igualado.
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Elenco:
| James Dean |
Cal Trask |
| Julie Harris |
Abra |
| Raymond Massey |
Adam Trask |
| Burl Ives |
Sam o Xerife |
| Richard Davalos |
Aron Trask |
| Jo Van Fleet |
Kate |
| Albert Dekker |
Will Hamilton |
| Lois Smith |
Anne |
| Harold Gordon |
Gustav Albrecht |
| Nick Dennis |
Rantani |
| Mario Siletti |
Sr. Piscora |
| Lonny Chapman |
Roy Turner |
| Frank Mazzola |
Cliff |